Aos nómadas portugueses

24 Outubro, 2013 — Deixa um comentário

“… o alargar de horizontes, o alargar de ideias… foi o que nos levou a sair…”

“… não era um tema de obrigação, eu conseguiria viver em Portugal… o meu tema e a minha decisão de ir para fora, era um tema de ambição… eu continuo a ter a sensação de que é muito mais fácil progredir lá fora do que em Portugal porque tenho a visão de um Portugal estático… de um Portugal, onde muitas vezes não se valoriza o que se deve valorizar…”

“… a fuga de cérebros não acho que seja um problema em si… acho que no mundo actual, a globalização é geral, portanto procurar oportunidades de emprego e de criatividade noutros sítios é comum a muita gente e a pessoas de muitos países, não só aos portugueses…”

“… o que eu queria fazer cá… era aprender e levar daqui este conhecimento todo para ir para Portugal e aí sim, criar…”

“… o talento português não é reconhecido em Portugal… em casa de ferreiro, espeto de pau… as pessoas não têm capacidade de ver como essa pessoa é extraordinária… as pessoas não têm a distância suficiente para conseguirem ver o quanto essa pessoa é extraordinária…”

“… parece que Portugal é um bocadinho madrasta para as pessoas que têm valor ou que são muito à frente, como dizem…”

“… as pessoas que hoje saem são completamente diferentes das que saiam há 30, 40 anos ou 20… por essa diferença, as pessoas, cada vez mais, fazem questão de mostrar que Portugal é um país com muitas coisas boas…”

“… se calhar já contribuí para que muitos mais estrangeiros fossem a Portugal pelo entusiasmo e pelo amor com que falo de Portugal…”

“… mas porque é que queres voltar a Portugal? Correu alguma coisa mal lá fora?… nesta altura, porque é que tu vieste para Portugal?”

“… nós todos os dias voltamos um bocadinho…”

“… é uma relação amor/ódio… é uma relação difícil…”

“… mas alguns portugueses ainda estão um bocadinho fechados naquele cantinho… precisavam de vir aqui 6 meses ou ir a Londres 4 meses… para abrir…”

“… acho que, se todos voltarmos com a atitude certa, pode fazer-se uma mudança…”

(Migrações – um retrato do nomadismo contemporâneo/ Fundação C. Gulbenkian/ 2010 – Ricochete Filmes)

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