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Quem é que não gosta de brincar?

Quando era pequena, tinha várias brincadeiras favoritas. Cada qual tinha uma momento, um lugar. Brincar ao mata e às escondidas era para as noites quentes de Verão. Brincar com os legos, para as noites frias de Inverno, na cozinha, junto à lareira quente. O brincar ao berlinde e às apanhadas, estava reservado para os intervalos de escola. Jogar à bola, andar de bicicleta ou de skate, fins de tarde até à hora do jantar (e depois de fazer o TPC).

Não havia dia que não tivesse pelo menos um bom momento de brincadeira (sempre muito bem negociado com a minha mãe… eu e a minha irmã éramos bastante persuasivas). Havia outras tantas brincadeiras, tantas quantas a imaginação permitisse e certo é que nunca precisei de muita coisa para brincar (apenas o skate mereceu umas quantas lágrimas de alegria extrema e emoção quando o vi pela primeira vez).

A simplicidade permitia que cada um de nós fizesse o resto. Quando não havia qualquer coisa de que precisássemos para levar a brincadeira avante, inventava-se, criava-se de raiz. É por isso que os brinquedos da Cuco Toys me fascinam, pela sua aparente simplicidade. Digo aparente porque são ponto de partida para a criação da brincadeira em si. Os piões (fabricados a partir de técnicas tradicionais portuguesas) e os Castelos (Castelo de Almourol e Castelo de São Jorge) são a imagem desta empresa de brinquedos portuguesa, criada pela designer Mariana Bettencourt Costa e Silva.

Um pião pode rodopiar de várias maneiras, passar por várias mãos (crianças, adultos). Um Castelo pode ser fortaleza, casa, palácio, abrigo, teatro, lugar de reis e princesas, de heróis de acção, de ursos de peluche. A simplicidade a permitir criar e recriar o brinquedo e a brincadeira em si.

Na Cuco Toys brincar tem pitadas de tradição portuguesa.

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(Texto: Raquel Félix/ Portugalize.Me/ Imagens: Cuco Toys)